Pessoas …

janeiro 30th, 2010 § 1 Comentário

“Pessoas com vidas interessantes não tem fricote.

Elas trocam de cidade. Investem em projetos sem garantia.

Pedem demissão sem ter outro emprego em vista.

Aceitam um convite para fazer o que nunca fizeram.

Estão dispostas a mudar a cor preferida, de prato predileto.

Começam do zero inúmeras vezes.

Não se assustam com a passagem do tempo.

Sobem no palco, tosam o cabelo, fazem loucuras por amor, compram passagens só de ida.”


Martha Medeiros

É só medo

novembro 23rd, 2009 § Deixe um comentário

“O que mais desejamos na vida é que nossos amores durem para sempre, porém eles são de verdade, e a verdade pressupõe desentendimentos, frustrações, mudanças de humor, e tudo isso nos fragiliza, nos deixa inseguros.

O amor não é uma flor de plástico. Se fosse, duraria pra sempre, como gostaríamos, mas ao mesmo tempo não exalaria perfume, não teria frescor, não demandaria cuidados: não haveria vida. “

trecho extraído de um texto de  Martha Medeiros, postado no blog da moça em algum dia de novembro. Ela fala sobre um filme em que um homem se isola completamente e acaba se casando com um boneca, na saída da igreja ele diz para a esposa algo como “Não de bola, essas flores são de plástico, são de  mentira, por isso nunca morrerão”.


Hora de crescer . ? !

outubro 24th, 2009 § Deixe um comentário

maos v

Dona Martha Medeiros acertando mais uma vez:


Para entender um pouco essa infantilização, resgatei da memória o ótimo filme Little Children, com Kate Winslet, que mostra o quanto somos todos crianças grandes, apavoradas com as escolhas que precisamos fazer na vida. Evoluimos até mais ou menos os 16 anos, e depois somos convocados a desempenhar o papel de adultos, e a maioria de nós se sai tão bem que a gente até acredita que exista mesmo algo chamado maturidade.

Até pouco tempo, parecíamos mesmo mais adultos. Pais e filhos não se vestiam de forma parecida, as conversas de gente grande não giravam em torno de fofocas, as relações amorosas não eram vividas com leviandade, não se buscava a juventude a qualquer custo, não havia tantos brinquedinhos tecnológicos, tantas perguntas sem resposta, tudo era mais sério e os papéis mais bem definidos: crianças e adolescentes tinham o direito a aventuras e vacilos, e aos adultos cabia colocar ordem no galinheiro. Hoje tenho a impressão que estamos todos com a mesma idade, o mesmo espírito juvenil, a mesma ansiedade e a mesma irresponsabilidade, como se tivéssemos descoberto a pólvora: só os imaturos sabem viver a vida! Ser adulto virou sinônimo de chato.

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