Milk
março 9th, 2009 § Deixe um comentário
Ontem foi comemorado o Dia Internacional da Mulher, uma manifestação que começou devido a luta pela igualdade dos direitos das mulheres ao acesso ao trabalho, pelo direito de votar…
Essa sempre foi uma luta de uma minoria excluída e é nesse sentido que indico o filme Milk.
Além da excelente interpretação de Sean Peen, que foi perfeitamente sutil e convincente (em ser caricato) no papel do protagonista, esse filme apresenta a luta de Harvey Milk, o primeiro homem assumidamente homossexual que foi eleito à um cargo no governo americano.
Mas, mais que a luta pelos direito dos homossexuais americanos o filme mostra uma luta por vidas humanas, por igualdade de direitos.
E hoje numa sociedade feitas de jovens que cultuam os meus ídolos das gerações passadas Harvey Milk é um bom exemplo de pessoa que lutou pela vida.
Afinal, assim como diz no trailer “a vida dele mudou a história e a coragem dele mudou vidas”
Assistam, sem preconceitos, é um filme sobre uma vida de luta e não um romance…
As duas horas de filme valem a pena.
A essencial Transparência
fevereiro 5th, 2009 § 1 Comentário
Ano Novo, vida nova, companhia nova e novas leituras. Assim, encontrei o texto ‘Seja Transparente’ de Denis Russo Burgierman, publicado na Revista Vida Simples de Agosto de 2008.
O autor aborda no texto a importância de sermos mais transparentes, tanto em nossas opiniões e desejos, quanto no dia-a-dia, no convívio com outras pessoas.
É interessante, boa leitura!!
Seja Transparente
Só precisa de coragem. E viver com coragem é muito mais legal.
Outro dia fui fazer um curso de negociação. A professora explicou uns conceitos teóricos e depois pediu para a gente fazer um exercício prático. Era assim: metade do grupo fez papel de funcionário procurando emprego, metade fez papel de empregador procurando funcionário. E aí tínhamos que negociar para saber salário, férias, cidade onde iríamos trabalhar e coisa e tal.
Algumas dessas negociações eram complicadas. Por exemplo: salário. Claro que, para o empregador, quanto menos, melhor. Para o empregado é o contrário. Não tinha jeito de os dois ficarem muito felizes, tinha que ter um meio-termo. Mas algumas outras eram muito simples. Por exemplo: os funcionários preferiam trabalhar em Nova York (mas os empregadores não sabiam disso). E os empregadores também preferiam que os funcionários trabalhassem em Nova York (mas os funcionários não sabiam disso). Ou seja, era só escolher Nova York e todo mundo saía ganhando. Pois você acredita que teve gente escolhendo Chicago, Boston?
Por quê? Porque a gente tem a mania de, quando entra numa negociação, já de cara achar que o sujeito do outro lado quer te ferrar. E nem sempre é assim. Às vezes, os dois querem a mesma coisa, mas ninguém conta ao outro. Ficam os dois guardando segredo, em vez de serem claros, achando que assim levam vantagem.
Pois cada vez mais tenho certeza de que, se todo mundo for mais transparente, todos vão levar vantagem. Um monte de empresas está percebendo isso. Eles estão autorizando seus funcionários a falarem aberta e publicamente sobre o que os incomoda. Por exemplo, criar blogs reclamando das próprias empresas. Estão percebendo que crítica pública, olho no olho, pode até dar mais trabalho, mas é mais vantajosa que fofoca velada no corredor, que corrói relações e deixa todo mundo no fim odiando a empresa.
As empresas estão percebendo que os consumidores adoram essa transparência. Que a melhor coisa para elas é assumir seus erros e suas fraquezas publicamente. Isso cria uma relação de confiança, fidelidade. E, afinal de contas, nestes tempos de internet, nenhum segredo será mesmo mantido.
Também os governos estão percebendo isso. Em muitos países, há um incentivo a que membros do governo critiquem e vigiem outros membros do governo. E o presidente em geral tem que dar a cara para bater – por exemplo, entrevistas coletivas francas e abertas toda semana. No Brasil, país de tradição autoritária, essa tendência, claro, demora muito a chegar.
E transparência não é só conversa de política e negócios. Também nas relações pessoais está se provando a melhor atitude. Quantas pessoas gastam anos se torturando com amarguras, birras e ódios que poderiam ser resolvidos em cinco minutos de conversa franca? Só precisa de coragem. E viver com coragem é muito mais legal.
Denis Russo Burgierman nunca se arrepende quando diz a verdade (mas, como todo mundo, nem sempre consegue).
Fonte: Planeta sustentável
Uma pitada de Esperança
janeiro 16th, 2009 § 1 Comentário
Depois de um desabafo sobre o danado do preconceito, um pouquinho de esperança em forma de texto
Só de Sacanagem, de Elisa Lucinda.
Não dá pra mudar o começo, mas se a gente quiser dá pra mudar o final!