Outra maneira de fotografar
março 7th, 2012 § Deixe um comentário
Site do projeto www.burrard-lucas.com
Matéria completa em: www.revistagalileu.globo.com/Revista/Common/1,,EMI297853-17770,00.html
Cem anos de solidão em formato digital
março 7th, 2012 § Deixe um comentário
El 85 cumpleaños de Gabriel García Márquez es la excusa perfecta para lanzar ’Cien años de soledad’ en formato digital. Y no sólo eso, pues este año también se cumplen 30 años de la concesión del Nobel de Literatura al creador de Macondo.
Matéria completa, com vídeo, aqui: Cumpleaños de Gabriel García Márquez: una vida de 85 años para contarla — Qué.es –.
Os Flutuantes: músicas novas em novo single
março 4th, 2012 § Deixe um comentário
Vanguart: nova música em novo álbum
março 3rd, 2012 § Deixe um comentário
Se Tiver Que Ser Na Bala
“Tem dias que a vida é um ato de coragem”
Conhecendo aquele senhor … o Bob Dylan (3)
março 3rd, 2012 § Deixe um comentário
“Levei dez anos para viver esta música, e dois anos para compô-la”, Dylan declarava em seus shows, antes de tocar a terceira maior música de sua carreira: Tangled Up in Blue, lançada em 1975 no álbum Blood on the tracks.
Conhecendo aquele senhor … o Bob Dylan (2)
março 2nd, 2012 § Deixe um comentário
Continuando com a lista das 70 maiores músicas do Bob Dylan, baseadona matéria da Revista Rolling Stone, a segunda canção foi escrita em 1963, A Hard Rain’s A-Gonna Fall.
“A maior canção de protesto feita pelo maior compositor de protestos de seu tempo: um épico de sete minutos que adverte contra um apocalipse vindouro enquanto desfila visões horripilantes”
Conhecendo aquele senhor … o Bob Dylan
fevereiro 28th, 2012 § Deixe um comentário
Hoje iniciou a venda de ingressos para o show do Bob Dylan em Porto Alegre – RS (dia 24 de abril)
Achei bem legal ele voltar a essa terrinha (acho que foi em 1989 que ele veio da última vez), mas eu não vou.
Não sou tão fã (a ponto de gastar o dinheiro que não tenho) para ir ao show, mas vou dedicar alguns posts para conhecer mais um pouco de sua obra. Para isso, vou me basear na matéria “As 70 maiores canções de Bob Dylan”, publicada na revista Rolling Stone de outubro do ano passado.
Então, ficamos com a primeiríssima “Like a Rolling Stone”.
Na revista, quem a comenta é o Bono (U2). Ele diz que essa música: “marca o nascimento de um iconoclasta que dará à era do rock sua maior voz e seu maior vândalo. Esse é Bob Dylan como um Jeremias de versos amorosos e romântico, despejando uma tempestade flamejante de palavras imperdoáveis”.
How does it feelTo be on your ownWith no direction homeLike a complete unknownLike a rolling stone?
(11º) Casos Crônicos
fevereiro 21st, 2012 § Deixe um comentário
Videogame, por Ney Pereira
No dia oito de março de 1992 eu não fui pra escola. E olha que minha mãe quase nunca me deixava faltar na escola, só em casos extremos como doença, tempestade paulistana ou derrota vexatória do Coringão.
Mas dessa vez o motivo era nobre: tinha passado a noite inteira jogando videogame.
Nem todo mundo tinha um na época. Por isso, as locadoras costumavam alugar os consoles
pra molecada jogar lá mesmo, pagando por hora. Podíamos trocar os cartuchos ou passar horas seguidas jogando o mesmo game. Rolavam disputas, campeonatos, apostas e quem perdesse escutava bastante.
Bem em frente à minha casa, havia uma dessas, com o pouco criativo nome de Games&Games. Eu ia por prazer e também por business – aos dez anos, entregava lá os pães de mel que minha avó fazia. Combinação perfeita de lazer e negócios, que me rendeu uns trocos e o suspeito apelido de “Ney pão de mel”.
Naquele dia, havia passado boa parte da tarde jogando Street Fighter II. Nunca gostei muito dos jogos de luta. Além disso, eu era bem ruim. Mas acontece que, pra inteirar a grana pra jogar mais tempo, a molecada juntava as moedas que cada um tinha no bolso, e o resultado é que frequentemente havia grupos de três ou quatro moleques revezando a vez de jogar no mesmo videogame – os joysticks ficavam imundos. E como os jogos de luta eram os preferidos da molecada, eu acabava me resignando a levar um cacete toda vez que jogava.
Quando cheguei em casa, minha mãe sentencia: Você nunca mais vai jogar videogame nessa locadora. Fiquei atônito com aquela proibição tão radical e inesperada. O mistério durou até a noite.
Minha tia Guga trabalhava numa agência de publicidade, e sempre nos trazia um bolo de revistas. Eu gostava da maioria delas – tinha de carro, variedades, games, etc. Naquele dia ela me entregou o bolo de revistas, e eu fui direto pra Ação Games. Quando me viu rasgando o plástico, ela perguntou se eu já tinha visto o “brinde” – e de dentro de um envelope de papel pardo tirou meu Mega Drive novinho…
Não havia nada mais bonito. O design do console japonês era futurista, como os carros esportivos nipônicos em voga à época. O plástico preto reluzia, convidativo. 16 bits de ação e aventura, ao meu dispor. Passei a noite jogando Sonic – até hoje meu jogo favorito. Ganhei calos nos dedos – e um ótimo motivo pra não ir pra escola no dia seguinte.
A “ameaça” da dona Carmen mãe não se cumpriu – mesmo dono de meu próprio videogame, ainda ia à locadora bater papo com os amigos, disputar campeonatos e levar a ocasional surra. Mas no Sonic, ninguém ganhava de mim não…
Se quiser mais textos do autor envie e-mail para casoscronicos@gmail.com
;)
(10º) Casos Crônicos
fevereiro 19th, 2012 § Deixe um comentário
Chocolate, por Ney Pereira
No caixa da loja de conveniência, Alê esperava ansioso. Saíra no meio da chuva pra comprar um chocolate, e agora imaginava feliz o momento em que mataria a vontade que o incomodava há uma semana. Chove torrencialmente no domingo à noite. Fernanda espera no carro. Ele gesticula, tentando dizer algo, e ela tenta decifrar através da enxurrada que escorre pelo para-brisa. Com uma barra grande de chocolate na mão, Alê articula as palavras mexendo a boca de forma exagerada, sem emitir som. Mesmo assim, ela abaixa o volume do rádio “Quer um pra você?” – pergunta, balançando a mão com o chocolate. Ela faz com a cabeça que não. Alê bate com o chocolate no peito, e, com os lábios, articula claramente: “Esse é pra mim”. Fernanda faz sinal de positivo, e aumenta o volume novamente. Ele entra no carro correndo, e tem dificuldade pra fechar o guarda chuva ensopado. “Quero comer esse inteiro”, diz, enquanto entrega a Fernanda uma garrafa de água com gás. Ela dá a partida, em silencio. Demora uns três faróis vermelhos pra ela formar a pergunta. “Você vai comer esse chocolate inteiro?” “Faz tempo que to com vontade, e finalmente lembrei de comprar. Quer que abra sua água?” Ela não responde. Alguns quarteirões depois, pergunta de novo. “Você acha que deve comer esse chocolate inteiro sozinho?”
Alê olha para a própria barriga. Não vê nenhuma – vinte quilômetros de bike, três vezes por semana. “Devo e posso”, conclui triunfante. Sabia que aquele não devia ser o ponto principal – ela costumava soltar um comentário desconexo com o real problema antes de fazer a investida final. Mais silencio.
“Se eu te pedisse um pedaço do chocolate, você não me daria?” Disse, sem encará-lo.
“Você quer um pedaço?”
“Não disse que quero. To perguntando se você me daria.”
“Eu perguntei se você queria, teria te comprado um. Quer que eu vá buscar?”
“Eu não quero chocolate.”
“Ok”.
Ele deu o assunto por encerrado, e, satisfeito, pegou o chocolate. Rasgou a embalagem e deu uma mordida daquelas de comercial, em câmera lenta, deixando as marcas dos dentes. Suspirou. Fernanda dirigia mais rápido.
“Então se eu pedisse, agora, um pedaço do seu chocolate, você não daria?”
Ele pensou e respondeu, de boca cheia: “Não.”
Ela riu, irônica, e balançou a cabeça.
“Quatro anos de relacionamento, e é isso o que eu ganho. Você não consegue perceber que não se trata só de um chocolate, né?”
“De maneira nenhuma, percebo perfeitamente que não é só um chocolate. É um senhor chocolate. Têm avelãs e um recheio cremoso, um abuso. Meu preferido.”
“Você é um insensível, Alexandre.”
Ele quase engasgou com uma avelã.
“O que?”
Fernanda desligou o rádio.
“Me dá um pedaço desse chocolate.”
“Faço melhor: te dou um inteiro. Faz a volta, ainda estamos perto do posto.”
“Eu quero um pedaço do SEU chocolate.”
“Você tá fazendo de birra. Porque não aceitou quando te ofereci?”
“Eu não quero comer chocolate, Alexandre. Quero saber se você me ama.” Ele ficou tão surpreso que mordeu uma fileira inteira.
“Esse chocolate, Alexandre, representa a sua vida. Ela falava pausado. Você só pensa em você.”
Ele tentou argumentar, ela nem ouviu.
“Esse chocolate, Alexandre, é freudiano. É fálico. Representa seu poder masculino, do qual você não abre mão. É um símbolo antropofágico e machista, instrumento de dominação. Você come o chocolate, que é feito de poder, e se torna mais forte, Alexandre. Você, com cada mordida, me mostra, me prova que você está no comando, e não vai dividi-lo comigo, não vai descer do trono. Você, Alexandre, se RE-CU-SA a aceitar o protagonismo da mulher contemporânea.”
Alexandre já não falava mais nada. Mastigava em silencio, dois quadradinhos de cada vez.
Ela continuava, cega de raiva.
“Chocolate é a vingança dos astecas. Onde chegavam, plantavam cacau como símbolo de sua dominação. Mesmo quando foram conquistados e colonizados, mas viciaram o europeu invasor”.
Com a boca aberta (e suja de chocolate), ele ainda tentava assimilar a palestra sobre o machismo gastronômico da América Central quando a viu parar o carro no meio da rua, pegar a bolsa e sair andando sob o dilúvio paulistano. Ficou ali, um Montezuma dos tempos modernos, sentado no banco do passageiro e segurando meia barra de chocolate.
“Seu asteca chauvinista”, gritava Fernanda, no meio da noite.
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(9º) Casos Crônicos
fevereiro 17th, 2012 § Deixe um comentário
Vinte e um anos, por Ney Pereira
Ouço com atenção o que diz o rapaz sentado à minha frente. O bar em que estamos tem o péssimo hábito de deixar as garrafas vazias de cerveja em cima da mesa, como troféus ou lembretes. Tomei as primeiras duas junto com ele – é preciso criar intimidade e segurança, nestas situações. Agora bebo água com gás – é preciso manter-se no controle, nestas situações. Desvio dos cascos de vidro escuro pra olhar em seus olhos, ler suas palavras antes mesmo que as diga.
Nas últimas duas horas, percebo que ele me promoveu de colega de trabalho a oráculo sentimental. Parece confiar nos meus oito ou nove verões a mais como fonte de alguma sabedoria qualquer.
Olho pra ele. Vinte e um anos, idade onde acontece bastante coisa. Parece que foi outro dia, penso. Censuro a mim mesmo, mentalmente: pare de viajar no tempo e preste atenção no que lhe diz este jovem, de camisa xadrez aberta sobre uma camiseta Hering e barba por fazer.
Ele fala pausado. Tem autocrítica suficiente pra saber que vai enrolar a língua se tentar falar rápido, então calcula as frases, planeja as palavras.
Me conta que sofre por uma moça, com quem está há poucos meses. É sua segunda namorada. Henrique empilha elogios à menina: bonita, inteligente, fogosa. Ensina-o muitas coisas, o apóia em suas decisões. Encoraja vôos maiores, ousadias, impetuosidades. Eu vasculho gavetas da memória, remexo arquivos mentais e vou colando rostos e nomes da minha própria trajetória amorosa até formar uma imagem que julgo se aproximar à namorada do Henrique. E fico esperando o “mas” – quando alguém começa a descrever uma pessoa com muitas qualidades, pode esperar que vem um “mas”.
“…mas eu não sei”, diz ele. Antes de terminar a frase, vejo em seus olhos que ele sabe, e sabe muito bem. Dou mais um gole na minha água com gás e deixo que continue. “Não sei. Ela às vezes parece estar em outra, sabe? Anda com uns caras mais velhos, estranhos. Fala de doutrinas e teorias
que não entendo, discorre com naturalidade sobre práticas que nem sonho dominar. Fala de lugares que conhece bem, e que me assustam. Expõe sua idéia do meu papel na relação, e me pergunto se estou pronto para cumpri-lo”. Ele me conta que ela diz isso tudo num tom entre faceiro e desafiador, medindo suas reações, tateando, passeando por seus limites. Pensa em terminar o namoro, e a idéia o faz estremecer – tem certeza que jamais encontrará alguém igual a ela. Henrique segura o copo com as duas mãos, tem as sobrancelhas arqueadas em angústia, projeta os ombros pra frente, me pede socorro sem dizer uma palavra.Me inclino na cadeira. Olho pra ele e luto pra separar o que é novidade do que é espelho, flashback. Vejo sua vida inteira estendida na minha frente, como um cigano bebedor de água com gás. Penso na talvez eterna e intransponível diferença de maturidade entre homens e mulheres da mesma
idade. Vejo as várias, muitas mesmo, namoradas que virão após essa. As mulheres que ele verá partir, as que ele mandará embora, as que irá pedir pra que fiquem. De joelhos, algumas. Vejo as que o ensinarão coisas, as que aprenderão com ele, as que passarão sem levar ou deixar nada. Tenho mesmo vontade de rir deste rapaz, que ao final do primeiro dia de férias acha que todo o resto do verão não lhe guarda coisa melhor. Vinte e um anos! Vontade de chacoalhá-lo pelos ombros, de dar mesmo uns tabefes no rosto ainda pontilhado de espinhas, apontar a imensidão de longos dias ensolarados que estão por vir, ansiosos para ser saboreados, vividos, conquistados.Termino minha água com gás e dou-lhe o único conselho possível. Que agarre-se àquela segunda namorada com todas as suas forças. Devote a ela toda sua paixão, e qualquer noção que já possua sobre o amor. Que lute desesperado para não perdê-la, faça esforços, concessões e promessas. Que ao final de todas as tentativas, se desespere, esperneie, chore de soluçar. Escreva cartas, faça plantão à sua porta, telefone no meio da madrugada. Faça cenas de ciúmes, envergonhe a si mesmo, até que os amigos intercedam e lhe digam que já chega. Oras, que outro jeito há de aprender? Quem é que enxerga a praia quando a água não da pé?
Levanto e deixo que ele pague minha água com gás. Dou-lhe ainda um conselho final: faça essa barba, rapaz. Dor de cotovelo com dignidade machuca menos.
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Enjoy ;)
Para que é teu jornalismo?
fevereiro 16th, 2012 § Deixe um comentário
Hoje é comemorado o dia do repórter, o que me levou pensar sobre qual diferença dele para o jornalista?
A maior e mais acessível (?) enciclopédia diz que: Repórter é um jornalista que pesquisa a informação apresentada em diversos tipos de meios de comunicação. É o responsável por trazer aos leitores as últimas notícias. E que: Jornalismo é a atividade profissional que consiste em lidar com notícias, dados factuais e divulgação de informações. Também define-se o Jornalismo como a prática de coletar, redigir, editar e publicar informações sobre eventos atuais. Jornalismo é uma atividade de Comunicação. Ao profissional desta área dá-se o nome de jornalista. O jornalista pode atuar em várias áreas ou veículos de imprensa, como jornais, revistas, televisão,rádio, websítios, weblogues, assessorias de imprensa, entre muitos outros.
Em um dicionário online encontrei a definição de jornalista (francês journaliste)como:

1. Pessoa que tem por profissão escrever em periódicos. = Periodista
E nesse mesmo dicionário repórter é :
1. Jornalista, noticiarista, colhedor de informações para a imprensa, rádio e televisão. (Plural: repórteres.)
2. Pessoa que tem por profissão trabalhar no domínio da informação, num órgão de informação social numa publicação periódica escrita ou na televisão, na rádio, na Internet.
Mas na verdade não faz diferença, assim como o diploma não é garantia bom jornalista.
Não interessa a real diferença entre esses dois, se um é quem escreve e o outro quem entrevista ou aquele que aparece na tv. O essencial é que, acima de tudo, aquele profissional que nos traz informação tenha estabelecido, em tempos remotos (talvez até mesmo quando ainda nem sabia o que seria quando ‘gente grande’), uma enorme parceria com a verdade.
Ser honesto deve ser a primeira característica de um jornalista/repórter, mais do que escrever ou falar bem, ser comunicativo ou saber as regras de ortografia e gramática de seu idioma. Em primeiro lugar, é essencial que seja honesto, depois que seja responsável e que não espere por reconhecimento. Jornalismo por estrelismo não é a necessidade da sociedade, é carência e envolve autoestima.
Antes de 'iêeee, sexo pegando fogo'
fevereiro 13th, 2012 § Deixe um comentário
Reblogged from todo dia uma música:
Fazia 8 anos e 3 álbuns que a banda existia quando eles lançaram o Only By The Night (2008) com as músicas Sex On Fire e Use Somebody e dai a banda que fazia até seu sucesso e vamos dizer que bastante gente conhecia ‘Molly’s Chambers’ (do primeiro álbum) finalmente apareceu pro mundo mainstream, virando até trilha de novela da Globo, daí já viu… De lá pra cá,
Folk, no Musicoteca
fevereiro 12th, 2012 § Deixe um comentário
Bem legal o som da banda e ainda a forma o como Musicoteca o apresenta (sugerindo, sem invadir o espaço de alguém)
"A banda de folk paulistana The Outside Dog acaba de estrear no formato vídeo com o clipe de “Open D Blues”. A Musicoteca te convida a assistir esse lindo registro"
Vem ver com os próprios olhos
fevereiro 11th, 2012 § Deixe um comentário
"Se você perguntar por mim vão dizer que eu ando muito estranho vão dizer que eu ando por aí quando você perguntar por mim se você perguntar por mim vão dizer as coisas mais estranhas nenhuma resposta vai satisfazer quando você perguntar por mim ! vem ! ver com os próprios olhos ! vem ! ver a vida como ela é se você está mesmo a fim de saber por onde eu ando de saber por quê eu ando assim é melhor nem perguntar por mim ! vem ! ver com os próprios olhos ! vem !
Humberto Gessinger
http://twitcam.livestream.com/3gki7
A primeira música da primeira twitcam
Amar la trama más que al desenlace
fevereiro 9th, 2012 § Deixe um comentário
Gosto dos planos,
mesmo que um dia os gostos mudem e a direção dos passos também
mesmo que eles se dissolvam mais adiante
O que importa são as conversas e o sexo, os gestos, a presença e a saudade o abraço, a expectativa e o cuidado
e os planos importam mais que o desenlace
Simples, bacana e útil:
fevereiro 8th, 2012 § Deixe um comentário
Conheça o projeto ‘Que Ônibus Passa Aqui, da Shoot The Shit, pela Catarse
Que Ônibus Passa Aqui – Shoot The Shit · Catarse
E parabéns para os caras que realizam a ideia
;)
Uma dica (saudável)
janeiro 20th, 2012 § Deixe um comentário
Concentre-se apenas em estar com aquelas pessoas que queiram fazer as coisas que você queria que elas fizessem.
Essa compreensão de mundo permite que você se de bem com amigos, sócios comerciais, clientes, amores e estranhos.
*Alterei esse trecho do texto, da primeira pessoa (eu) para a terceira (você)
** O texto original e completo, escrito por Harry Browne, aqui Um presente de Natal definitivo para a minha filha
O legado de Elis
janeiro 19th, 2012 § Deixe um comentário
“Sempre vou viver como camicase. É isso que me faz ficar de pé”
Hoje, 19 de janeiro 2012, completam 30 anos da morte da cantora Elis Regina.
Sem dúvida ela foi das grandes cantoras do Brasil, com 15 anos lançou o primeiro disco de sua carreira, Samba eu canto assim (CBD, selo Philips). E ainda foi pioneira de cena independente, quando, em 1966 lançou o selo Artistas, que produziu o primeiro disco independente no Brasil, intitulado Viva o Festival da Música Popular Brasileira, gravado durante o festival de mesmo nome.
Como muitos outros artistas, inquietos e grandiosos, morreu cedo e em virtude de seus excessos. Mas antes imortalizou inúmeras canções como, por exemplo, ‘Como nossos pais’, de Belchior, ‘Aquarela do Brasil’, de Ary Barroso e ‘Nega do Cabelo Duro’, de Rubens Soares. Na época também apoiou e divulgou novos cantores, como Milton Nascimento.
Com certeza a história de Elis não se separa da história da música brasileira, ainda mais nos dias de hoje, em que vivem dois dos grandes feitos da cantora: seus filhos, Maria Rita e João Marcelo Bôscoli.
Ela, Maria Rita, é uma cantora surpreendente, apesar de no início de sua carreira como cantora ter sido muito comprara a mãe, conseguiu mostrar seu brilho e talento próprios, o que possibilitou ser uma das melhores cantoras da atual cena musical brasileira.
E ele, João Marcelo Bôscoli, além de músico, seguiu o bom exemplo da mãe e promove músicos independentes através da gravadora Trama Virtual, o que sem dúvida é outro grande passo para a cena musical nacional.
Hoje devemos agradecer por tudo que eles Elis deixou, suas obras e seus filhos
A simplicidade e grandeza d’A Banda Mais Bonita da Cidade
janeiro 12th, 2012 § Deixe um comentário
Reparem na simplicidade e grandeza da moça cantando e a letra da canção ‘Nunca’
(Me encantei, essa já está no repeat do meu player)
No site da A Banda Mais Bonita da Cidade tem o cd disponível para download e compra ;)
Nunca, diga não pra mim
Eu não vou poder trabalhar, conversar, descansar sem o teu sim
Seja sempre assim
Por favor me dê um sinal
Um cartão postal, um aval dizendo assim
‘Não, não é o fim, dure o tempo que você gostar de mim
Entre o não e o sim, só me deixe quando
o lado bom for menor do que o ruim‘
Nunca se esconda assim
Eu não vou saber te falar, te explicar que
Eu também me assusto muito
Você nunca vê que eu sou só um menino destes tais
Que pensam demais
Logo mais, vou correr atrás de ti.
‘Não, não é o fim, dure o tempo que você gostar de mim
Entre o não e o sim, só me deixe quando
O lado bom for menor do que o ruim’
Lembrança da minha infância
janeiro 6th, 2012 § 2 Comentários
Um dos meus traumas é não ter fotos do meu primeiro ano de vida. Talvez por eu ter sido um nenê muito feio a família consumiu com as fotos e combinou de me contar que elas foram roubadas, ainda quando o filme estava na máquina em uma das vezes que assaltaram nossa casa.
Sobre a minha nada beleza (“parecia um ratinho: magricela e branca”, diz meu Tio, até hoje) a minha mãe diz não era tanto assim, mas sobre o sumiço das fotos ainda acredito na versão da família.
Talvez para compensar essa falta de fotos, durante muitos anos, meu brinquedo preferido foi uma máquina fotográfica antiga. Pelo que lembro era muito parecida com essa da foto e como estava estragada eu podia brincar a vontade.
Era minha alegria.
Lembro que me sentia gente grande, fotografava tudo pela vizinhança, no meu quarto e enquanto viaja com meu carro imaginário. No primeiro degrau das escadas que levavam até a entrada da casa ficava o meu assento, em frete ao volante ( também imaginário ) e o último degrau era o bagageiro, às vezes minha irmã me acompanhava, mas quando as amigas se juntavam a brincadeira logo terminava, elas preferiam brincar de algo mais divertido ao invés de ficarem sentadas viajando (Como pode? Hehehe)
Hoje procurando por uma câmera que fosse boa e não muito cara encontrei essa, ainda não posso comprá-la, mas as lembranças que ela trouxe são muito boas
Cuidem-se e sejam felizes
Cissa
Ps: Amanhã (07/01/2012) a foto da contracapa do jornal em que estou trabalhando foi eu quem fiz ;)
Sobre a lealdade
dezembro 20th, 2011 § Deixe um comentário
As pessoas deviam ser leais umas com as outras, mesmo que não fossem casadas. Em certa medida, a confiança devia ser mais profunda, porque não era santificada pela lei.
Charles Bukowski in “Mulheres”
(8º) Casos Crônicos
dezembro 20th, 2011 § Deixe um comentário
Pelo direito à comida boa, por Ney Pereira
Há poucas canalhices maiores do que servir comida ruim. A cidade de São Paulo tem alguns dos melhores pratos deste planeta; ao mesmo tempo, freqüentemente nos serve cada gororoba de embrulhar estomago de ogro. Às vezes isso acontece em casas de suposta boa estirpe, por sovinice ou preguiça. O Kassab, que proíbe tanta coisa, deveria banir o rango malfeito. Olhe em volta e veja o que eu digo.
Qual foi a ultima vez que você comeu um bom croissant? Daqueles com a massa folhada no ponto certo, conseguida à custa de manteiga da boa, do tipo que o cardiologista te pediu pra passar longe. Gosto muito de ir a cafés. Mas tenho a impressão que, salvo algumas raras e caras exceções, está cada vez mais raro encontrar um salgado decente. É tudo congelado, amarelo e massudo.
E o ketchup? Fazer ketchup dá trabalho, então dá pra entender que muitos lugares optem pelo industrializado. Mas não dá pra entender como se consegue um ketchup cor de rosa! É feito de goiaba?
Há preguiça também na pimenta. Grande fã do toque ardido, sempre peço uma pra acompanhar um salgado, dar um gostinho no arroz branco ou incrementar um hambúrguer. É grande a decepção quando vem aquele vidrinho com um líquido ralo e sem personalidade. Sábios aqueles que preservam o costume de fazer a própria conserva, em azeite, limão ou cachaça, com pimenta bode, malagueta ou cumari, batida ou inteira – a famosa “da casa”.
A lista segue: “Risotto” com arroz comum. Strogonoff sem champignon. Batata palha de saquinho. Pratos que segundo o menu levam “aquele” requeijão cremoso e, quando chegam à mesa, não tem “aquele” requeijão cremoso.
Um professor que tive na faculdade de design dizia uma coisa sobre o material usado para o curso. Quem paga jabá, come jabá; quem paga filet mignon come filé mignon. A frase é certeira e merece dois adendos: tem muito jabá com preço de filé mignon por aí; e se é pra comer jabá, que seja jabá bem feito. O barato não precisa ser ruim; mas o caro tem obrigação de ser ótimo.
Também me aborrece ver a atual homogeneidade dos nomes dos estabelecimentos: tudo virou “ria”. Comedoria. Temakeria. Brigaderia. Empadaria. Cupcakeria. Paneteria. Bruschetteria. Hamburgeria. Batataria.
São Paulo tem algumas das minhas melhores memórias gastronômicas. Esfiha do Halim. Hamburger do Seu Osvaldo, no Ipiranga. Pizza do Camelo. Empada do Rancho (essa já foi melhor…). Coxinha do Veloso. Pastel da feira do Pacaembu. Bolinho de bacalhau do Bar do Léo. E tantos outros. À medida que as casas crescem e se popularizam, às vezes perdem exatamente o que as tornou especiais: o cuidado com um detalhe. Esse patrimônio tem que ser bem cuidado – é triste vê-lo ameaçado pela sanha do lucro fácil, pela pressa ou simplesmente a falta de amor ao se preparar um prato.
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Personagem anônimo
dezembro 19th, 2011 § Deixe um comentário
O personagem do ano é o anônimo que protesta nas praças do Cairo e na frente da Bolsa de Nova York.
É o cidadão que fez a diferença em 2011 e que buscou na ruas os seus direitos.
Aqui Midia Mundo
O Teatro Mágico de volta
dezembro 12th, 2011 § Deixe um comentário
Sim, eu sei que eles nunca pararam. Mas para mim, eles estão de volta
Fiquei um tempo sem ouvir, fui conhecendo outras bandas e acabei os deixando de lado, mas encontrei o lançamento do novo cd em alguns vídeos pela internet e a trupi voltou para o meu player ;)
(Depois desse vídeo, quero muito assistir um show deles)
E aqui oh http://www.youtube.com/user/oteatromagico?feature=watch tem todos os vídeos
Só curtir
;)
À primeira vista « Bukowski
dezembro 11th, 2011 § Deixe um comentário
As pessoas são interessantes à primeira vista. Depois, lenta mas seguramente, todos os seus defeitos e loucura se manifestam.
Charles Bukowski in “Mulheres”
Humberto sobre início do Pouca Vogal
dezembro 11th, 2011 § Deixe um comentário
Bem sem querer achei esse texto. Fui assistir a twitcam do dia 11 de setembro e acabei lendo isso:
Há três anos, em 11set2008, o site Pouca Vogal foi ao ar com quatro músicas inéditas. Naquela noite, aconteceu algo que, por um tempo guardei em segredo. Hoje me sinto à vontade para contar.
Cheguei em casa, vindo do estúdio com aquela ansiedade boa de mostrar o novo trabalho. Trazia num CD as canções que eu prontamente baixei para o computador a fim de mandar para o site.
Chovia muito. Quando eu ia clicar ENVIAR, um raio atingiu meu prédio. Tomei um susto, fiquei na escuridão. Caramba! O que aquilo significava? Seria sinal de que eu estava fazendo uma bobagem lançando um novo projeto depois de tanta estrada para chegar onde eu havia chegado?
Com uma vela, catei um modem 3G e consegui mandar as músicas mesmo no escuro. Quando a luz voltou, a parede estava chamuscada, preta, em volta dos pontos da internet. Tive que trocar toda a fiação.
A dúvida me perseguiu por algum tempo enquanto o projeto engatinhava e muita gente me dizia com palavras ou silêncios que eu havia regredido, tocando em lugares menores, no esquisito formato de power-duo, sem música nas rádios, etc…
Alguma coisa me fez seguir. Certamente não foi teimosia. Alguma energia boa me fez seguir. A mesma energia boa que me acompanhou nos Engenheiros do Hawaii e no Gessinger Trio. A mesma energia boa que espero encontrar depois da curva. Não por mérito meu. Por bondade de quem me acompanha há tanto tempo. A galerinha “de fé”.
Era isso! Aquele raio era energia boa! As dores do parto não deveriam ser chamadas “dores”. Vendo em retrospectiva, foi muito legal estar ali, na escuridão, ao som da chuva, numa ilha, mandando ao mar mais mensagens em garrafas.
Este é o audio da primeira gravação, caseira, do que acabou se tornando a música POUCA VOGAL. Ao gravar estes devaneios, costumo usar a data como nome do arquivo. No caso, 31jan2006. A letra pintou mais tarde. Só completei depois dos primeiros ensaios com Duca. O resto já é história.
para escutar aqui :: http://www.poucavogal.com.br/musicas/mp3/31jan2006.mp
Reeditando do desativado www.clarissadutra.tumblr.com
Te cuida (é apenas isso)
dezembro 11th, 2011 § Deixe um comentário
Roubei da Poetriz, que roubou da Léia.
Me cuidarei, pode deixar. Me cuidarei para estar inteira amanhã de novo, para te ver de novo, te beijar de novo. Me cuidarei para me tocares com suavidade, para nunca encontrares um arranhão sobre a minha pele. E cuidarei do meu humor, dos meus cabelos, cuidarei para não perder a hora, cuidarei para não me apaixonar por outro, cuidarei para não te esquecer, vou me cuidar.
Me cuidarei ao atravessar a rua, me cuidarei para não pegar um resfriado, me cuidarei para não ficar doente. Me cuidarei, meu amor, enquanto estiver longe dos teus olhos, nos momentos em que você não pode cuidar de mim.
Fica a meu encargo voltar pra você do mesmo jeito que você me viu hoje. É de minha responsabilidade não ficar triste, não deixar ninguém me magoar, não deixar que nada de ruim me aconteça porque você me ama e não agüentaria. Claro que me cuido, nem precisava pedir.
Te cuida, dissera ele. E eu ouvi como se fosse um te amo.
- Martha Medeiros
Reeditando lá do desativado www.clarissadutra.tumblr.com
Vera Loca com trabalho novo
dezembro 11th, 2011 § 1 Comentário
Lá no site dos caras( www.veraloca.com.br ) tem o novo álbum, Parece que foi ontem, na íntegra
Enquanto isso, curte o vídeo de Cuidado Ana aqui
;)

Não havia nada mais bonito. O design do console japonês era futurista, como os carros esportivos nipônicos em voga à época. O plástico preto reluzia, convidativo. 16 bits de ação e aventura, ao meu dispor. Passei a noite jogando Sonic – até hoje meu jogo favorito. Ganhei calos nos dedos – e um ótimo motivo pra não ir pra escola no dia seguinte.
Alê olha para a própria barriga. Não vê nenhuma – vinte quilômetros de bike, três vezes por semana. “Devo e posso”, conclui triunfante. Sabia que aquele não devia ser o ponto principal – ela costumava soltar um comentário desconexo com o real problema antes de fazer a investida final. Mais silencio.